Recorrendo agora a Barthes, fiquei imaginando que toda linguagem que não é pura, que é segunda porque vem de primeiras, guarda íntima relação com certa fala mítica. É como se na mistura de linguagens pudesse, sob certas condições, se construir um mito.
É que o real, o natural, nesse ambiente se recupera, pois o homem deixa de querer apreender o real e por ele deixa-se apreender - o que se mostra muitas vezes proveitoso porque permite a descoberta do indivíduo enquanto ser, na medida em que esse se percebe parte integrante do real, e não seu único produtor.
É o ver-se no espelho.